Tragédias na visão espírita

O ano de 2019 começou com muitos acontecimentos marcantes, por exemplo, o rompimento da barragem em Brumadinho (Minas Gerais) e o incêndio nas categorias de base do Flamengo.  Esses episódios levaram muita gente a questionar o que estava acontecendo. Diante disso, pergunta-se: o que podemos entender por tragédias na visão Espírita?

Primeiramente, o Espiritismo nos ensina que a morte é apenas um acontecimento biológico. E que os espíritos que animam os corpos materiais são imortais, ou seja, têm sua existência além desta vida.

E ainda, as tragédias na visão espírita dizem respeito a aprendizados que são necessários para a nossa evolução. As dores e os sofrimentos fazem parte das nossas vidas, e ainda, além de ensinamentos, elas são a execução das Leis Divinas, por exemplo, a Lei de Causa e Efeito.

O Livro dos Espíritos
Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 737, nos ensina que as tragédias servem para progredirmos mais depressa.
Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
Resposta: “Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados.
Ou seja, as tragédias são, portanto, oportunidades de regeneração moral dos Espíritos.

Já as tragédias no sentido de término, dizem respeito a um breve instante no infinito de nossas existências.  E os ensinamentos que são expressos hoje em flagelos, no futuro serão um adiantamento a fim de evitar nossos erros.

E no que diz respeito às tragédias na visão espírita, a doutrina nos ensina que elas servem como provas para os exercícios de inteligências. Além de demonstrar paciência e resignação.

O L.E fala também que as fatalidades físicas “existem unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer.”

Para finalizar, as tragédias possuem o propósito de transformação, elas dão oportunidade de mudança. Seja encarnado ou na continuação da existência após a morte.
“Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo. (O Livro dos Espíritos, questão 738)
Fonte: Rádio Boa Nova

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