Isolamento social e Espiritismo

Na sociedade em que vivemos, existe um grande número de espíritos que, enquanto encarnados, não se adaptam à fase em que o mundo se encontra e acabam por isolar-se do contato humano, o quanto lhes é permitido.

Acontece que esse isolamento, mesmo que inconscientemente, é fruto de um dos nossos grandes males enquanto espíritos em eterno progresso, o egoísmo. Ao não concordar com a maneira como os padrões do que é moralmente aceitável ou não são impostos, e ao optar em nos isolar, perde-se a grande chance de contribuir com a mudança de visão que o mundo precisa.

Alguns buscam retrair-se e se acomodar, ao invés de ir ao trabalho e fazer a diferença com o pouco ou muito que nos é possibilitado ajudar. Mesmo tendo mãos e ouvidos para praticar o maior ensinamento do mestre Jesus, opta em não praticar a caridade e tranca-se em um mundo próprio, que passa a ideia de ser mais estável, fazendo com que se esqueça a instabilidade que a vida é de verdade.

Os espíritos são categóricos ao afirmar: “(…) Não pode ser agradável a Deus uma vida em que o homem se condena a não ser útil a ninguém.” de acordo com Livro dos Espíritos, Questão 769.

A partir do momento que estamos aqui encarnados, precisamos entender que o contato com o mundo, e consequentemente, com as pessoas, é necessário para nosso aperfeiçoamento, assim como para o ajuste de contas que já trazemos de outras experiências. Isolar, faz-se postergar ainda mais a nossa evolução.

O isolamento é uma fuga do trabalho no bem, uma fuga da possibilidade de evoluir ainda mais e contribuir de alguma maneira com o estado evolutivo que nos encontramos nesse momento de transição planetária.

Que possamos receber de Deus a orientação e inspiração necessária para nos desprendermos das amarras do egoísmo e entender que, se aqui estamos, é para, junto com nossos irmãos, conseguir seguir firme no propósito do bem e na reforma íntima de nosso próprio ser.

Texto de Aryanne Karine
Fonte:Letra Espírita

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