Além do Tempo: as surpreendentes revelações da mediunidade

Comunicação com o outro lado da vida e o contato com aqueles que nos antecederam a essa volta às origens. Este é o caminho para grandes revelações.

Grosso modo podemos entender desta forma, mas sabemos que a mediunidade, esta importante faculdade do ser humano, vai muito além do tempo…

Através da mediunidade, nós temos a possibilidade de acessar os enredos, os nexos e as conexões das revelações e histórias humanas.

E nos estudos desses “links” entre pessoas e circunstâncias, nesta e em outras vidas, passamos a compreender duas ações de aprimoramento de todos nós – espíritos (encarnados e desencarnados) – através deste mecanismo ou método divino, que é a lei do renascimento ou reencarnação.

A primeira é a justiça divina que fará com que todo erro consciente ou não, proveniente do viver (experimentar) precisará ser assimilado e rearmonizado. E a segunda, a misericórdia divina, que muito mais que penalizar (percepção nossa), objetiva nos educar. E com isso valorizamos a liberdade e o amor – o nosso para com os outros.

O codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, diz que todos nós somos médiuns, alguns em um grau maior, outros menor, mas todos possuem a mediunidade natural, canal psíquico através do qual somos estimulados ao crescimento.

Mas em qualquer um dos seus aspectos é essencial ficar atento: não se deve praticar um trabalho mediúnico ou classificar erroneamente intuições ou outras manifestações, sem antes estudar a mediunidade.

Qual é o papel do médium?
A principal atribuição de um médium é a de servir como conexão entre o mundo visível e o invisível.

De maneira idêntica a esta afirmação está o verdadeiro motivo de muitos médiuns ostensivos terem reencarnado com esta missão, conforme esclarece Francisco Cândido Xavier em sua obra intitulada “Emmanuel”:
“Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. São almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia”.
Portanto, o progresso espiritual adquirido pelo estudo e as constantes atividades no bem são ações imprescindíveis para aqueles que ainda acreditam “serem melhores” por possuírem grandes faculdades mediúnicas; como a cura, por exemplo.

Felizes daqueles que repletos de dedicação e fé trabalham devotadamente para disseminar a Boa Nova da imortalidade.

Fonte: RBN

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